DIÁRIO DE UM MOCHILEIRO: QUANDO EU NÃO SOU PRIORIDADE

 

DIÁRIO DE UM MOCHILEIRO: QUANDO EU NÃO SOU PRIORIDADE

Há um momento na estrada em que a gente entende.
Não porque alguém disse, mas porque o silêncio começa a responder.

Ser mochileiro também é aprender a aceitar verdades que doem.
Descobrir que, para ela, eu não sou prioridade.
Não por falta de valor, mas por falta de espaço no tempo, no coração, na escolha.

No começo, a gente insiste.
Acredita que esperar é prova de amor, que compreender demais é virtude.
Mas o caminho ensina: amor não pede migalhas, não vive de sobras, não cresce na ausência constante.

Enquanto eu cruzava serras, ela seguia outras rotas.
E tudo bem — cada um caminha como pode.
O que não pode é eu parar minha estrada esperando por quem nunca decidiu caminhar comigo.

Aprendi que não ser prioridade não me diminui.
Diminui apenas o lugar onde eu insistia em ficar.
Meu valor não muda porque alguém não soube me escolher.

E assim sigo, com a mochila mais leve e o coração mais consciente.
Porque na estrada, como na vida,
quem não me coloca como prioridade
não merece ser meu destino.

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