DIÁRIO DE UM MOCHILEIRO: ENTRE O OURO E A PRATA, A SORTE E O ESFORÇO
DIÁRIO DE UM MOCHILEIRO: ENTRE O OURO E A PRATA, A SORTE E O ESFORÇO Existem histórias que começam equilibradas. E existem aquelas que já nascem em desvantagem. Um teve a sorte de tê-la por perto desde o início. Presença constante, risos compartilhados, momentos divididos sem esforço. Ele podia oferecer o mundo porque já estava dentro dele. Podia surpreendê-la com gestos grandes, com promessas seguras, com aquilo que brilha aos olhos — o ouro que quase sempre vence. O outro não teve sorte. Teve distância. Teve silêncio. Teve espera. Enquanto um a tinha ao alcance das mãos, o outro precisou aprendê-la pela ausência. Não podia tocá-la, não podia vê-la, não podia oferecer presença. Então ofereceu o que tinha: palavras, pensamentos, sentimentos. Rimas simples, às vezes até ingênuas. Escritas amadoras, feitas mais com o coração do que com técnica. Um podia presenteá-la com o mundo. O outro quis presentear o mundo a ela. Ele mostrava paisagens através das palavras, construí...