DIÁRIO DE UM MOCHILEIRO: CUIDAR MESMO DE LONGE
DIÁRIO DE UM MOCHILEIRO: CUIDAR MESMO DE LONGE
Cuidar de alguém nem sempre é estar perto.
Às vezes, é respeitar a distância e, ainda assim, permanecer presente de um jeito silencioso.
Aprendi que cuidar de longe é desejar o bem sem invadir, é perguntar como foi o dia mesmo sabendo que não vou fazer parte dele. É torcer em silêncio, rezar baixo, pensar com carinho — sem exigir retorno.
Na estrada, percebi que o amor também sabe esperar.
Sabe recuar.
Sabe entender que presença não é controle, e cuidado não é posse.
Cuidar dela mesmo de longe é confiar que ela seguirá bem, mesmo quando não sou eu quem segura sua mão. É aceitar que o carinho verdadeiro não prende — protege à distância.
E assim sigo, caminhando entre trilhas e sentimentos, sabendo que nem todo amor precisa estar junto para ser sincero. Alguns apenas precisam existir… com respeito, com verdade e com cuidado.
Este capítulo fica no meu diário como prova de maturidade:
amar também é saber cuidar sem estar perto.
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