DIÁRIO DE UM MOCHILEIRO: NO RITMO DO CARIRI
DIÁRIO DE UM MOCHILEIRO: NO RITMO DO CARIRI
No Cariri, a paisagem é poesia em estado bruto. O calor que castiga também aquece o espírito, e o vento seco que sopra entre as pedras leva embora as certezas e traz de volta o essencial. Aqui, cada passo levanta poeira e memória.
A trilha corta a terra rachada, passa por comunidades cheias de histórias e por lajedos que já viram o tempo passar de perto. É impossível caminhar por aqui sem sentir que algo dentro da gente também se movimenta — como se o Cariri tivesse o poder de abrir espaço, não só no mapa, mas no peito.
O que parece duro à primeira vista, se revela cheio de vida: o som das folhas secas, o voo dos pequenos pássaros, o colorido discreto das flores que insistem em brotar. O Cariri ensina que a força não está no excesso, mas naquilo que sobrevive ao essencial.
E no final do dia, com o sol se pondo atrás das serras, o mochileiro entende: esse sertão é mais que um lugar. É um mestre silencioso, que não promete conforto, mas oferece transformação.
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