Caminhos do Padre Ibiapina - Passos do Padre Ibiapina, uma história de superação
Desde criança ouço as histórias de sacerdotes que tinham fama de fazer milagres como exemplo o Padre Cícero, Irmã Dulce e um deles que sempre ouvir falar foi o Padre Ibiapina, que segundo o mais antigos foi uma pessoa muito caridosa que peregrinou no nosso nordeste sofrido.
Então desde que me tornei um apaixonado pela arte de fazer trilhas e acampamentos, coloquei na cabeça que um dia faria um caminho de peregrinação chamado "passos do padre Ibiapina" que passou um tempo sendo muito falado e visitados por muitos caminhantes.
O tempo passava e eu nunca ia, até que um dia me preparei e me vi pronto para fazer essa peregrinação, treinei, pesquisei muito até que marquei a data de ir 25/05/2024.
" Marquei a data só
Deus faz eu desistir"
Eu estava disposto a ir sozinho, mais um amigo meu chamado Geraldes disse:
- eu vou com você meu amigo, se for pra se lascar, se lasca nós dois!.
Outro amigo meu chamado Iran, nunca tinha feito uma trilha longa disse:
- Meu irmão sou doido pra fazer algo assim!.
Então ja tinha formado a minha equipe, e ja estava decidido a ir e com data marcada!!
O dia chegou...
Pegamos o ônibus e fomos para a cidade de Guarabira-PB onde iniciaria tudo, geralmente começam a caminhado do memorial de frei Damião, mais a gente iniciou da rodoviária.
Iniciamos nossa caminhada com muitas subidas subidas ate o memorial de Frei Damião, o sol ja estava um pouco quente o que dificultou um pouco e o horário também ja estava um pouco avançado.
"Eita sol quente da peste"
Paramos para contemplar o mirante de Guarabira, a subida ao Frei Damião é muito grande então ficávamos parando para descansar e ainda só tava começando.
Finalmente chegamos ao memorial de Frei Damião, onde tomamos um vento e um pouco se água, pelo nosso conhecimento ate o próximo ponto seria mais descida doque subidas.
Estavamos encantados com as paisagens que o brejo oferecia para a gente contemplar e sem contar os detalhes que víamos durante a caminhada, as pessoas ficavam impressionados com o peso das nossas mochilas, e ofereciam suporte e ficavam sempre motivando dizendo que a gente iria conseguir.
Eu sempre parava pra fotografar e ficava observando os detalhes cada planta e animal que aparecia durante o trajeto.
Se não tiver resenha a trilha não tem progressão foi quando a gente chegou em uma academia pública no meio do nada... E eu e Geraldes ficamos brincando lá!
O equipamento Geraldes chamou de Zep zep kkkk
Meu amigo Iran estava muito feliz por fazer seu primeiro trekking, ele disse que estava sendo uma experiência única.
Conhecendo muitas pessoas boas e acolhedoras durante o trajeto... Mais por conta da meia começou a fazer bolhas no pé, o que dificultou sua caminhada.
Mais ele mostrou ser muito forte e continuou mesmo assim...
A trilha passa por muitos lugares interessante e paisagens exuberantes e capelas onde você realmente sente uma uma viagem no tempo e sente a energia boa ouvindo o canto dos pássaros e a imponência das árvores.
Chegando em Pirpirituba paramos no centro para fotografar a linda igreja e como era dia de feira tomamos um caldo-de-cana com pastel...
Estavamos alimentandos bem hidratados então seguimos estrada para a cachoeira do roncador.
Ja era mais de meio dia o sol tava muito quente...
Detalhe:
Disseram...
"levem capa de chuva que vai chover muito"
Espera a chuva ai...
Passamos por usinas e casarões lindo
A agua estava uma delícia, foi como se estivesse começado a trilha de novo, estavamos prontos para continuar ate mesmo porque nao podíamos passar muito tempo ali.
A gente tinha encontrado um pessoal fazendo trilha de 4x4 que deram maior apoio motivacional a gente, foi muito engraçado porque eles tavam com som ligado e mesmo mo sol quente e eu Geraldes ficamos dançando no meio da estrada, quando chegamos no roncador encontramos com eles...e tiramos fotos no carros pos era muito bonitos.
Acabou a brincadeira...
Era hora de subir a lateral da cachoeira do Roncador, uma subida muito íngreme porém quanto mais se sobe mais a paisagem fica mais bonita e era impossível passar por ali e não tirar uma foto.
Quando chegamos na parte de cima que a ladeira "acabou" paramos para tomar um cafezinho, e sempre encontrávamos moradores e paravamos para descansar, nosso ritmo estava muito bom por isso sempre parava para conversar e comer alguma coisa.
Ja estavamos se aproximando de Roma e passamos por uma comunidade muito bonita e organizada.
Incrível como as pessoas me paravam, ofereciam ajuda e contava a sua história, foi quando parei para pensar...
Quantas pessoas moram tão distante mais querem contar sua história para alguém, eles só precisam se alguém para ouvir.
Quando chegamos em roma ja estava escurecendo, então decidimos para em um mercado para comprar mais alguma coisa para comer, contamos nossa história para o dono do mercado e alguns amigos que estava por ali, então, ele deu maior apoio ligando para o pessoal do cruzeiro e outros responsáveis que estavamos chegando por lá.
Muito feliz em saber que existe pessoas de bom coração ainda nesse mundo de violência.
O nome do mercado ficou gravado na minha mente "Mercado Menor preço"
Somos muito gratos a eles.
E também ao amigo Rafael e a amiga Geovana que ficaram todo tempo oferecendo apoio até veio encontrar a gente no caminho so para saber se estava tudo bem.
Quando finalmente chegamos ao cruzeiro de Roma, felizes por finalizar o 1° dia tudo conforme o combinado...so queriamos comer, tomar um banho e durmir... E assim finalizamos o 1° dia...
30km...
2° dia.
Bom dia...
Seguimos por estradas rurais e ainda as paisagens contunuavam a surpreender... Nosso amigo Iran tava sendo castigado pelas bolhas no pé pois elas tinham estourado.
Mais seu condicionamento físico tava em perfeito estado.
Encontrarmos uma concha de banana e é claro que a gente não ia perder essa oportunidade de comer uma fruta tão saborosa.
Nosso próximo destino seria o engenho da cachaça Rainha...
Quando chegamos lá tivemos uma grande surpresa de como esse mundo é pequeno encontrei um amigo meu chamado Naldo(vaqueiro) que mora em São Gonçalo do Amarante - RN, a gente ainda não tava acreditando que tinha encontrado aquele homem ali...
"Quem anda plantando amizade, encontra gente conhecida em todo canto".
Como era muito cedo ainda o engenho estava "fechado " como tínhamos muito chão pela frente nao podíamos esperar.
A gente passava por muitas capelas... E comunidade e casarões históricos, sem contar as vegetação grandes e que encanta qualquer apaixonado pela natureza.
Quando saímos da casa dele formos para a Igreja matriz de Bananeiras-PB, uma cidade muito linda e muitas histórias... E a imponência daquela matriz chama atenção de qualquer um turista.
Tinhamos que seguir sentindo a Solânea-PB, mais algo triste estava para acontecer...
A Desistência de Iran!
Iran mostrou muita garra em conseguir caminhar mais de 45 km com bolha no pé, sua desistência não mostrou fraqueza, pelo contrário mostrou que ser forte não é sempre vencer...ser forte é saber reconhecer o seu limite, e as bolhas estava incomodando muito então ele decidiu parar por ali.
Você conhece o seu limite?
Continuamos a caminhada somente eu e Geraldes, parei para observar os casarões que tem em Solânea-PB e fiquei me perguntando como era que eu sempre passava ali e nunca prestava a atenção de como eram lindos.
O sol estava muito quente precisávamos sempre estava reabastecendo as águas assim que podíamos pois ia vir um trecho onde a gente ia ter poucos pontos de apoios.
O caminho nunca ficava entendiante pois tinham muitas belezas naturais e culturais e os casarões ainda continuava a aparecer.
Antes de dar início a parte final paramos para comer e tomar um cafezinho.
Estavamos bem alimentandos, descansados...
Seguimos como era asfalto o calor tomava de conta e era uma reta sem fim com aclives e declives.
Ainda sim tinha muitas curiosidades durante o trajeto como uma ponte que tinha estatuas de leões.
Caminhando, parando e se hidratando a gente ia vencendo o calor, as subidas nem era mais o problema, a gente so pensava em chegar e cumprir nossa missão!!
Finalmente chegamos a Santa Fé...
O sentimento de vitória e de resistência foi impossível segurar a emoção assim que as freiras vieram nos receber muito bem para dar as boas vindas, e dizer que assim como padre Ibiapina recebia de coração aberto todos os peregrinos esse fundamento ainda prevalecia...
Fiquei muito feliz em saber que realmente eles seguem os "passos do padre Ibiapina"
O padre também veio dar boas vindas e oferecer total apoio... E ainda com as freiras rezaram por nós e deram os parabéns pois não é para qualquer um.
A gente precisava comprar algo para comer, como perto dali tinha um posto de gasolina a gente foi ate lá ver oque tinha para vender, foi quando o dono do restaurante disse:
- Acabou tudo!
A gente ficou conversando com ele contou nossa história e ele disse:
- Acabou tudo! Mais vou fazer 3 marmitas para vocês e melhor vou ceder um quarto para vocês tomarem banho e ter total apoio!
Isso foi muito emocionante em saber que a gente sempre encontra pessoas de bons corações.
A gente só não ficou la pra durmir porque nossa missão era durmir la em Santa Fé.
Então armei a rede e me deitei e assim finalizou o 2° dia
35 km.
Agora era so esperar o dia amanhecer para esperar o carro ver buscar a gente.
Hoje, enquanto ajustava as alças da minha mochila, percebi o quanto cada passo dado nesse caminho de aventura e autoconhecimento me transforma. Ser mochileiro não é apenas sobre explorar lugares desconhecidos, mas sobre se descobrir em cada nova paisagem, em cada rosto amigo que encontramos pelo caminho.
3° dia
Bom dia...
Então no horário combinado o carro chegou para nos resgatar e assim finalizamos nossa jornada!!
Agradecer ao amigo Sérgio Tomé (@turismonobrejo) pelas exelentes dicas!.
Muitas vezes, a vida nos prende a uma rotina que sufoca nossos sonhos e apaga nossa sede por aventuras. Mas lembre-se: o mundo é vasto e cheio de possibilidades, esperando apenas pelo seu primeiro passo. Cada trilha, cada cidade, cada cultura tem algo a ensinar. Não deixe que o medo do desconhecido te paralise. O desconhecido é onde a magia realmente acontece.
Ao seguir seu caminho, você encontrará desafios, sim. Haverá dias difíceis, noites frias e momentos de solidão. Mas em cada um desses momentos, você crescerá, se fortalecerá e aprenderá a valorizar as pequenas conquistas. O nascer do sol visto de uma montanha, a hospitalidade de um estranho, o sabor de uma comida típica – são essas pequenas coisas que fazem a jornada valer a pena.
Então, coloque sua mochila nas costas e dê o primeiro passo. O mundo é seu para explorar. Cada viagem começa com um simples desejo de ver além do horizonte. Siga seu coração, confie na sua intuição e lembre-se: a verdadeira aventura começa quando você decide sair da sua zona de conforto.
Não espere pela ocasião perfeita, pois ela nunca chegará. A vida é agora. Pegue sua mochila e vá. Seus sonhos de mochileiro estão esperando por você lá fora.
E você ja parou pra pensar se vai ter histórias para contar seus futuros?
Fiquem com Deus.
















































































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